terça-feira, 24 de maio de 2016

Acordos da GM com pelegos no sindicato: Aumenta a produção por trabahador e diminui o PPR.

24/05/2016

Obs: 1: É um número aproximado de trabalhadores, já que não temos acesso ao número exato. 2: Carros produzidos por trabalhador é a divisão da meta de produção pela quantidade de trabalhadores. A conta de 2015 foi feito com o número de carros produzidos (242 mil). 3: Para este ano a direção do sindicato anda dizendo que vai negociar uma meta de 235.000 carros.


O que podemos ver na tabela é que mesmo com uma diminuição na produção nos últimos 2 anos houve um aumento, enorme, da margem de lucro da GM, às custas de demissão em massa e aumento do ritmo de trabalho.
Ou seja, na GM estamos TRABALHANDO MAIS e RECEBENDO MENOS! E a empresa lucrando muito, muito mais por cada trabalhador.

O QUE PODEMOS CONCLUIR A PARTIR DESTAS INFORMAÇÕES
1. Podemos ver pela tabela que, ao contrário do que os pelegos que estão no sindicato falam, não é só em São Paulo que tem demissão em massa, aqui em Gravataí também tem.
2. A cada ano que passa os pelegos que estão na direção do sindicato reivindicam PPR menor e fecham acordo com um valor menor ainda, mesmo que a gente esteja produzindo mais. Este ano foi o auge da pelegagem, estão começando a negociação a partir do valor pago no calote do ano passado, em que a GM pagou R$ 10.700 de abono + PPR.
3. Os pelegos fazem negociações que beneficiam os patrões, visando o aumento dos lucros. Nunca reivindicaram PPR sem metas, e nem questionam o aumento da margem de lucro e as demissões em massa.
4. Se em 2013 cada trabalhador produzia aproximadamente 83 carros por ano, sem receber nem sequer o valor de 1 carro por ano. Em 2015 cada trabalhador produziu 101 carros. Porém o que não aparece na tabela é que houve 3 férias coletivas e 1 lay off no fim do ano. Ou seja esses carros foram produzidos em um tempo muito menor do que 1 ano de trabalho.
5. Para este ano, pelas demissões em massa que já aconteceram, e de acordo com a pauta de reivindicações da direção do sindicato, teria um aumento de quase 50% de produção por trabalhador. Isso sem contar que o que tem acontecido é, na hora de fechar o acordo, aumenta a meta de produção e diminui o valor do PPR. Ou seja, pode ser maior ainda a quantidade de carros produzidos por cada trabalhador.


O objetivo dos patrões é explorar ao máximo, fazer a gente trabalhar cada vez mais para receber cada vez menos.
O papel do sindicato deve ser lutar pelos interesses dos trabalhadores e não do patrão. Ser transparente, não esconder que há demissão em massa já há 2 anos, não aceitar passivamente tudo que a empresa faz, mostrar que ao contrário do que o patrão diz, os lucros estão aumentando.
Quebra-Peão, Edson e outros diretores tem que parar de repetir o discurso dos gerentes e líderes da GM de que em nome da crise temos que trabalhar mais, receber menos e aceitar as demissões sem fazer nada. Pra que puxar o saco do patrão!?

Vocês já perceberam que toda vez que vai ter assembléia pra fechar acordo não temos opção de rejeitar a proposta por uma outra proposta melhor? Os pelegos sempre falam que ou aceitamos a proposta da empresa ou temos que aceitar menos ainda. Geralmente votam a proposta da empresa, contra a proposta anterior feita também pela empresa. E geralmente os líderes nos "orientam" a votar a favor do que o sindicato vai propor na assembléia. Ou fazem a votação dizendo que temos que aceitar ou então é demissão, e como não negociam nenhum tipo de estabilidade, depois vem demissão do mesmo jeito, está aí o 3º turno pra provar!


Por isso que o sindicato deve voltar para as mãos dos trabalhadores para lutar por mais direitos e melhores condições de trabalho!
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