terça-feira, 11 de agosto de 2015

Trabalhadores da GM de São Caetano acampam na frente da empresa contra demissões, enquanto sindicato não faz nada


"Trabalhadores da General Motors estão acampados em frente à fábrica em São Caetano. Cerca de 40 operários se revezam entre 20 barracas para protestar contra as demissões dos 419 trabalhadores que estavam em lay-off (suspensão temporária de contrato), na semana passada. O movimento pede especialmente a reintegração de profissionais lesionados, ou seja, que sofreram acidente de trabalho ou possuem restrição médica.(...)

O ato está sendo organizado pela chapa de oposição ao atual comando do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. “O sindicato infelizmente se omite, alega que foi aceita em assembleia a estabilidade de seis meses (a montadora pagou os salários referentes aos próximos seis meses na rescisão). Mas nem com tudo o que é aprovado em assembleia de fato estamos de acordo. Não há democracia nesses atos”, desabafa o trabalhador suspenso.

Questionado, o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, afirma que esses funcionários estão “passando a carroça na frente dos bois”. “É legítimo o acampamento deles, mas, antes, eles deveriam ter procurado o sindicato para que pudéssemos tentar negociar com a empresa.”
Cidão conta que houve 28 pedidos de reconsideração dos cortes, sendo que dez foram apresentados à GM na noite de ontem para que sejam avaliados novamente. São operários com algum tipo de lesão ou doença. A resposta deve sair hoje.

Em relação ao PPE, o sindicalista disse que ainda não está conversando sobre isso com a fabricante, porque esses trabalhadores suspensos ou demitidos eram do terceiro turno, em que já havia excedente e nada poderia ser feito devido ao mau andamento da economia, que derrubou as vendas. Atualmente, existem 1.028 funcionários em lay-off e cerca de 4.500, do primeiro e segundo turnos, na ativa na linha de produção na planta da região.

Procurada, a GM não se manifestou até o fechamento desta edição."
(Fonte: Diário do Grande ABC)


A Força Sindical sempre em defesa dos patrões

Onde já se viu um sindicalista ficar justificando as demissões? Isso é papel do RH da GM, não do presidente do sindicato!

É um absurdo a direção do sindicato dizer que os trabalhadores foram demitidos porque estavam sobrando...

Ou dizer que as demissões foram por causa do mercado, se tudo é definido pelo mercado então Cidão deveria fechar as portas do Sindicato. Pra que serve este sindicato se o próprio presidente diz que é o "mercado" que determinou as demissões?

Assim como Quebra-Mola, em Gravataí, Cidão em São Caetano do Sul deixa claro para os trabalhadores qual o verdadeiro papel da Força Sindical: defender os interesses das grandes empresas!

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