terça-feira, 3 de novembro de 2009

O MADRUGADOR* - FERRABRAZ BECKER / novembro de 2009.


FIQUE LIGADO.

No último dia 23/10/2009 numa sexta-feira foi realizada a primeira reunião entre a direção da empresa e a comissão dos trabalhadores, onde foi apresentada a pauta de reivindicações dos trabalhadores tendo itens de maior relevância como a política de cargos e salários que hoje é uma utopia dentro da empresa, pois o trabalhador não sabe onde e nem quando vai receber a sua valorização profissional na forma de aumento salarial, pois tapinha nas costas e elogios dos chefes não enchem as latas de ninguém.
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Também há o PLR(Participação de Lucros e Resultados), prêmio garantido por lei, que devido a alegada "crise" a empresa não chamou os trabalhadores para uma discussão.
Esse assunto tem de ser discutido de forma urgente porque a empresa produz de forma acelerada aumentando seus lucros e é mais do justo repartir este bolo com aquele que dá o suor para este crescimento.

No próximo dia 06/11/2009 será realizada a segunda reunião onde a direção da empresa apresentará as suas propostas para estes itens,alertamos para a necessidade de uma imobilização dos trabalhadores para que junto com a comissão da fábrica possamos obter êxito nas nossas justas reivindicações!


Não basta trabalhar, tem que ganhar. Esta conquista está em nossas mãos só depende de você, não si deixe levar por algum urubu que sobrevoa o local, porque este animal ninguém sabe onde se esconde mas todos sabem do que si alimenta.



MAIS UMA VEZ O TRABALHADOR PAGOU O PATO!

Ir consultar pelo plano de saúde oferecido pela Ferrabraz é um perigo, pois você pode estar doente que é mau atendido, temos conhecimento de ecografias de pessoas que têm tendinites, burcíte e doenças causadas pelo esforço repetitivo,na famosa clínica da firma, resultados negativos, e sendo desmentidos posteriormente por mais de um exame.

Na última semana mais um incidente gravíssimo um trabalhador procurou a clínica da firma porque não estava sentindo-se bem, mais o atendimento foi o pior possível, ou será que acharam que ele estava atráz de atestado, depois o mesmo foi levado a um hospital sendo constatado que estava com pontada de pneumonia.

Casos como esses não serão mais tolerados pois o trabalhador que for mau atendido na clínica da firma pode denunciar o médico pro CREMERS(Conselho Regional de Medicina) e a clínica pro PROCON(Serviço de Proteção ao Consumidor) pois ele o trabalhador paga por este serviço e vem sendo lesado e isto se caracteriza CRIME!

Fique atento não deixem que destruam o bem maior que você possui!a sua saúde denuncie!
TRABALHADOR NÃO É DE FERRO!!!!!
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VESTUÁRIOS.
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A empresa produz num ritmo alucinante e não pode dar uma calça ou camisa pro trabalhador. Isto é vergonhoso, pois estes são submetidos ao estado de constrangimento em terem de trabalhar com roupas rasgadas, ficando expostos no refeitório e em horário de intervalos. Isto é um desrespeito com o trabalhador pois existem na empresa dezenas de mulheres.
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Orientamos os trabalhadores a não costurarem suas roupas, como sugerem algumas carinhas de pau, e sim exijam conforme garante a LEI 6.514 ARTIGO 166 da CLT(Consolidação das Leis do Trabalho)que diz que a empresa é obrigada à fornecer aos empregados, gratuítamente e em perfeito estado de conservação EPI(Equipamento de Proteção Individual) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.
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Pessoal da Macharia não aceite luvas velhas e rasgadas,exija e si for
o caso não trabalhe porque não é você que está fora da lei!!!


ADVERTÊNCIA.

A empresa enfurecida com o trabalhador dá advertência por falta injustificada, isso é ilegal, pois a mesma já desconta o dia da falta e o repouso, tendo um grande prejuízo pro trabalhador. Essa desculpa de quem falta prejudica a produção é ridícula pois mostra que a empresa não tem um nímero suficiente de empregados, sendo assim não poderá dar férias,ninguém pode se afastar etc..

Vai virar palhaçada, falta não si justificam só no papel e o trabalhador já sofre a sua penalização,
Mais será que não basta matar? Tem que ir no velório?

Orientamos o trabalhador que passar por uma situação dessas à não assinar a advertência e quem costuma assinar pelos outros fique esperto pois falso testemunho é crime e têm suas penalidades inclusas no código penal!



DANOS CAUSADOS PELAS CHUVAS.

Todo nosso país têm sido afetado pelas fortes chuvas dos últimos meses e as enchentes têm ocupados os noticiários,deixando milhares desabrigados e centenas de cidades em situação de calamidade pública, pois na Ferrabraz não é diferente pois à cada chuva o trabalhador fica no meio de uma enchente, mas aqui não é culpa do tempo e sim da empresa que não arruma o telhado da fábrica.
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É calha entupida pra todo o lado telha furada pro outro,água escorrendo em cima de painéis elétricos,por cima do cadinho onde existe grande quantidade de ferro derretido que em contato com a água pode ocasionar explosão.

Alertamos a situação gravíssima pois se não forem feitas todas as medidas e prevenções podem acontecer acidentes fatais,e então certamente quem autorizou a produção não vai escapar da justiça, pois não adianta ficar disfarçando pra escutar a conversa dos cipeiros com os trabalhadores, tem que ter atitude e mandar parar a produção por falta de condições de trabalho.

Todos nós temos que fazer nossa parte e mostrar indignação a estas condições de trabalho pois como diz o ditado:
“CADA MACACO NO SEU GALHO!”
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* O MADRUGADOR (antigo A VOZ DO PEÃO) é um informativo criado por iniciativa de um grupo de trabalhadores da Ferrabraz (Fundição) Becker no Distrito Industrial de Gravataí para denúncia dos abusos patronais e para conscientizar e mobilizar seus colegas de empresa.

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2 comentários:

  1. Carta aberta à Intersindical

    Nós abaixo-assinadas, trabalhadoras, professoras e pesquisadoras do sindicalismo brasileiro, vimos por meio desta manifestar publicamente o nosso repúdio à proibição de que realizássemos uma pesquisa, previamente combinada, na Plenária Nacional da Intersindical, realizada na Praia Grande em 28 e 29 de novembro de 2009, bem como o nosso protesto contra a maneira desrespeitosa e agressiva com que fomos tratadas nessa ocasião.
    Havíamos apresentado uma proposta de pesquisa destinada a conhecer o perfil dos militantes da Intersindical e das entidades que participam do esforço de construção dessa organização composta, majoritariamente, pela Alternativa Sindical Socialista (ASS) e Unidade Classista (ligada ao PCB). Trata-se de uma pesquisa de caráter acadêmico que já realizamos junto a outras organizações sindicais (Conlutas, UGT, CTB, e parcela da Intersindical ligada ao PSOL) em Encontros, Plenárias e Congressos, com o objetivo de contribuir para desvendar a atual configuração do sindicalismo brasileiro. Pesquisas dessa natureza são raras em nosso país
    e os dados por nós coletados têm sido sistematizados e disponibilizados para as organizações pesquisadas, com o intuito de lhes oferecer informações e análises acerca de sua base social. Por esse motivo, nossa proposta tem sido bem recebida por todas as organizações que contatamos até então.
    Para viabilizar a pesquisa na reunião da Intersindical que ocorreria na Praia Grande, procedemos como de praxe: entramos em contato com um dirigente para apresentar a proposta (5/10/2009); enviamos previamente o questionário, dispondo-nos a fazer eventuais alterações e ajustes; solicitamos uma resposta da organização autorizando a pesquisa e apresentamos algumas demandas (transporte; alojamento, impressão dos questionários etc.). Em contrapartida, nos comprometemos a aplicar os questionários e a entregar um relatório sucinto da pesquisa, tão logo os dados fossem processados. Recebemos do dirigente da Intersindical (ligado ao PCB) a devida autorização para a realização da pesquisa, tanto quanto a oferta de transporte e alojamento para que pudéssemos aplicar os questionários durante a Plenária Nacional. Contudo, quando chegamos à Praia Grande, no dia da Plenária, fomos surpreendidas com a informação de que a aplicação dos questionários estava proibida. Além disso, ao buscarmos o diálogo e tentarmos, minimamente, compreender as razões dessa reviravolta, passamos a ser tratadas de maneira agressiva por dois dos dirigentes da Intersindical ligados à ASS que se dirigiram a nós aos gritos.
    Desconhecemos os motivos que levaram a essa atitude arbitrária e a esse comportamento hostil. Há certamente divergências internas que explicam o ocorrido, mas tais divergências jamais poderiam ter sido deflagradas da forma desrespeitosa como foram, nem no momento e no local em que ocorreram, porque elas nos atingiram de uma maneira que consideramos inaceitável.
    A reorganização do movimento operário e sindical no Brasil contou com a colaboração da intelectualidade socialista e progressista que pesquisa o movimento operário. A quem interessa impedir essa colaboração? Acontecimentos como esse, ao invés de construir a unidade por meio do debate franco e respeitoso, afasta aliados, divide e enfraquece a luta de todos nós trabalhadores.

    Campinas, 30 de novembro de 2009.


    Andréia Galvão, professora do Departamento de Ciência Política, Unicamp
    Elaine Amorim, doutoranda em Sociologia, Unicamp
    Patrícia Trópia, professora de Ciência Política, Universidade Federal de Uberlândia
    Paula Marcelino, doutora em Ciências Sociais, Unicamp

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  2. Saudações.

    Nós da Oposição Metalúrgica de Gravataí procuramos nos informar do ocorrido e pesquisar a respeito das pessoas envolvidas. Por isso a demora em responder à manifestação feita em nosso espaço.

    As professoras Andréia, Elaine, Patrícia e Paula tem toda razão em protestarem pelo ocorrido.

    Quem fizer uma pesquisa por seus nomes na internet vai verificar que são pesquisadoras que realizam trabalhos relevantes sobre as relações de trabalho no Brasil.

    Acontece que a autorização para a realização de qualquer tipo de entrevista ou pesquisa foi dada por UM integrante que é do PCB, sem que houvesse comunicação a algum coordenador, conduta típica dessa gente ligada a partido político e que prejudicam as tarefas reais da INTERSINDICAL.

    Na sequência, as pesquisadoras teriam sido informadas por integrantes da MESA (coordenadores legítimos da atividade)que não poderiam seguir com seus trabalhos e foram convidadas a se retirar (com certa aspereza, é verdade).

    Chegou a nosso conhecimento que as pesquisadoras teriam feito uma certa resistência a isso e, consequentemente, a conversa tornou-se mais hostil.

    Até onde sabemos, erros foram cometidos por todas as partes.

    De qualquer forma nos desculpamos por qualquer conduta trunculenta ou ato violento que possa ter sido praticado contra as professoras. Mesmo assim, nós da Oposição Metalúrgica de Gravataí dispensamos "a colaboração da intelectualidade socialista e progressista" e seguimos na luta realizando mais, teorizando menos.

    Um abraço a todos.

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