sexta-feira, 28 de agosto de 2009

É PRECISO PERDER A PACIÊNCIA!

Até quando vamos nos submeter às condições aviltantes no trabalho, com salários medíocres que não dão nem para manter a vida de forma decente?

Somos forçados a nos submeter às regras rígidas dos patrões com metas na produção para além da nossa capacidade física gerando desconforto, sofrimento e dor. Inflamações nos tendões, nas articulações, depressão, angústia e sofrimento mental são decorrentes das relações de repressão nos locais de trabalho.

O trabalho virou sacrifício, um fardo penoso com ritmos alucinantes impostos pelo tempo controlado rigidamente pelo patrão.

Mas o trabalho adquire um caráter de sofrimento principalmente porque toda a riqueza como resultado final de todos os esforços é apropriado de forma privada e individual pelo patrão.

Todo o esforço do trabalhador, seu suor, explosão muscular, sua vida esvaída e drenada para dar vida às mercadorias. As mercadorias adquiriram vida própria no mundo dos negócios, enquanto o trabalhador virou objeto para o patrão; objeto descartável: não está bom, troca; está doente, pega outro; está ganhando muito, troca por outro por menos valor.

Definitivamente é preciso perder a paciência! Já passou da hora disso acontecer...


OPERÁRIOS SUL-COREANOS PERDEM A PACIÊNCIA.

A polícia da Coréia do Sul afirma que pelo menos 50 pessoas ficaram feridas em mais uma tentativa de expulsar 500 operários que ocupam a fábrica da Ssangyong Motors, em Pyongtaek, desde 22 de maio. Os operários protestam contra as demissões na fábrica, que faliu em fevereiro.

Cerca de 100 policiais tentaram invadir a fábrica. Os operários resistiram com as próprias ferramentas e expulsaram os policiais. Os feridos são em maioria policiais e a segurança privada contratada pela Ssangyong. Cerca de 4 mil policiais cercam a fábrica, mas os trabalhadores resistem.



OPERÁRIOS SUL-AFRICANOS PERDEM A PACIÊNCIA.

Cerca de 10 mil profissionais ligados a dois sindicatos do setor de transporte cruzaram os braços por um aumento de 9% nos salários (como é bom ter um sindicato que mobiliza a categoria, não é mesmo?).

Uma outra greve por aumento de salários, desta vez de 150 mil servidores municipais sindicalizados, interrompe a prestação de serviços básicos, como a coleta de lixo e a limpeza das ruas, em vários municípios.

Também 45 mil empregados do setor químico e energético que decidiram manter paralisação até que lhes ofereçam um reajuste mínimo de 10% de seus vencimentos.

As greves ainda podem ganhar a adesão de funcionários da SABC, a TV pública e da Telkom, a telefônica estatal. Servidores das duas empresas disseram que pararão se não ocorrerem mudanças nos salários, nas administrações das companhias em relação a possíveis demissões.

No começo do mês de julho, os operários que trabalham na construção dos estádios que abrigarão os jogos da Copa do Mundo de 2010 já tinham cruzado os braços. A paralisação, que durou uma semana, ameaçou atrasar a entrega dos campos.

A onda de greves na África do Sul se insere num panorama de desemprego, inflação alta e prestação deficiente de serviços básicos nas áreas mais pobres do país.



OPERÁRIOS CHINESES PERDEM A PACIÊNCIA.

Os trabalhadores da estatal Tonghua, do ramo siderúrgico, que ia ser privatizada, atiraram pela janela o diretor que foi até lá comunicar a conclusão do negócio e a demissão de 25 mil dos 30 mil trabalhadores. O diretor Chen Guojun, antes de ser arremessado pela janela do segundo andar, foi espancado pelos trabalhadores, que depois também enfrentaram a polícia. A agência de notícias Nova China anunciou que a privatização foi cancelada para evitar o agravamento da situação.





GREVES NO BRASIL – TRABALHADORES COMEÇAM A PERDER A PACIÊNCIA E VÃO À LUTA EM TODO O PAÍS.

Aconteceram 411 greves em 2008 no Brasil, o maior índice de paralisações dos últimos quatro anos. Em 2004, os trabalhadores de empresas privadas fizeram 114 greves, número que em 2008 saltou para 224. No setor público, o número de paralisações manteve-se praticamente estável, de 185 em 2004 para 184 em 2008. Cerca de 2 milhôes de trabalhadores cruzaram os braços.

Uma das explicações para o crescimento no número de paralisações foi o forte crescimento econômico observado nos três primeiros trimestres do ano passado, proporcionando aos trabalhadores um contexto favorável para reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração.

As principais reivindicações de 2008 foram reajuste salarial, plano de cargos e salários e carreiras, condições de trabalho, contratações, cumprimento de acordo e piso salarial. Nas empresas privadas, 80% das greves tiveram bons resultados.

O número de greves em 2009 deverá se aproximar ao de 2008. Até junho de 2009, já ocorreram cerca de 250 greves. O balanço de reajustes negociados em 2009 indica que, comparado a 2008, mais categorias conseguiram pelo menos a reposição da inflação.




Extraído e editado a partir do informativo da CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA 2009 dos Sindicatos dos Plásticos de Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo e Montenegro, Sapateiros de Novo Hamburgo e bancários do Vale do Caí.
Esta campanha e as entidades recebem o apoio e a solidariedade de classe do SIMCA (Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha) e da Oposição Metalúrgica de Gravataí.


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