• Trabalhadores das sistemistas dizem NÃO para proposta das empresas e sindicato!
  • Quanto a gente perderia com esse acordo que sindicato tentou aprovar em assembléia?
  • Paulinho da Força pegou R$ 1 milhão pra apoiar Odebrechet contra greve
  • Firmes na greve contra o ataque aos direitos dos municipários de Cachoeirinha!
  • GM dá calote na 2ª parcela do PPR e os pelegos aceitam.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Trabalhadores da Pelzer NÃO DESCANSAM!

É de domingo a domingo que o padrão PELZER de qualidade suga a vida dos peão. Tem trabalhador tocando 4 semanas direto sem uma folga. Feriados, dia das mães, dos pais, corpus christi, independência, não importa a data, querem tudo! Nem sequer sobra um dia para reunir a família e descansar. É desesperador os abusos das chefIas da empresa que passam de máquina em máquina para assediar individualmente os trabalhadores. Quarta-feira já começam a pressionar pra domingo, fora o assédio cotidiano para fazer hora-extra. Líder, supervisor, tudo junto com o patrão tentando inferiorizar e humilhar os trabalhadores!

Trabalho pra comer, como pra viver e vivo pra trabalhar...

O trabalho só aumenta! Além de não ter folga, o ritmo está exaustvo, chegamos em casa só pra dormir e estar em condições de novo pro dia seguinte. A planta da PELZER de Gravataí produz até para exportação e nada disso entra no cálculo de PPR, que já é bem inferior comparado a outras
montadoras do país.

E o dIto plano de carreira?


Só blablabla sobre os aumentos, a cor do dinheiro que é bom não se vê! Já foi aquela conversa toda de avaliação de desempenho e poucos levam uma migalha a mais por “merecimento”. Ninguém tem as informações exatas sobre o plano de carreira e o teto salarial. A direção pelega do sindicato foi negociar, mas não esclarece nada. Precisamos nos organizar e, juntos, construir a força do chão de fábrica!

TDK: Prêmio não é salário!

Na TDK a gente nunca pode pedir aumento. Os mecânicos são obrigados a fcar se humilhando individualmente para ter um mísero aumento a cada 4 ou 5 anos. Auxiliares e operadoras nem falam no assunto porque sabem que a empresa não está nem aí pra nós, mesmo que tenham 10 ou 20 anos de empresa, eles nunca dão aumento. Aí fcam enrolando a gente com o prêmio, que as vezes é baixo e, às vezes sobe, mas a gente não pode contar com aquilo ali. Ficamos reféns do prêmio, e é bem isso que a empresa quer, pra fazer a gente produzir mais pra eles. O pessoal precisava se unir mais dentro da fábrica pra conseguirmos um aumento no salário decente, não 2% ou 3% que nem esse sindicato vem aí negociar, precisamos de mais. Mas sozinho não tem como. Tem que se unir!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A inflação no RS comendo o salário do peão. Só a luta por reajuste salarial pode mudar essa situação!

Ago/2018


A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5% na região metropolitana, e a inflação média no Brasil foi de 3,6%. Essa diferença é grande porque A INFLAÇÃO NA NOSSA REGIÃO É A MAIOR DO PAÍS.
A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos veremos que a inflação destes ficou muito acima da média:


Produto
Inflação (aumentou)
Farinha de trigo
15,63 %
Batata inglesa
22,90 %
Cebola
29,15 %
Frutas
7,43 %
Leite
27,57 %
Habitação
10,66%
Gás de botijão
9,69 %
Energia elétrica
30,22%
Transportes
12,83%
Gasolina
30,33 %
Serviços de saúde
7,98%





Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar MUITO ACIMA DOS 4,98% do INPC.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 4,98% NÃO poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial (o que também deveria ter os mesmos juros incluídos no reajuste salarial, já que é feito só 1 vez por ano).

Na realidade mesmo se não tivermos nenhum aumento real,  para não termos nenhuma perda salarial nossos reajustes teriam que ser mensais, a cada mês.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem fazer o mesmo rancho a cada mês!

 Já estamos no fim de julho e a direção do sindicato nem fala em campanha salarial.

Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam só os patrões!


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Amvian dá mais um golpe no bolso dos trabalhadores com ajuda da direção do sindicato

As propostas da empresa e a da direção do sindicato este ano foram pra DIMINUIR O PPR. Além de pagar um salário muito baixo para uma indústria de autopeças, eles tentam nos enrolar com um PPR miserável.
Além disso, o valor que os pelegos da direção do sindicato dizem que a empresa vai pagar, nunca é o valor que o trabalhador recebe, sempre vem os “descontos” no fim do ano..




 Valor do PPR apresentado na assembleia
 Valor do PPR que foi pago
 2017
 R$ 4.700,00
R$ 2.500,00
 2018
R$ 3.200,00 (mentira! é R$ 2.667,00)
???


A proposta da direção do sindicato foi de DIMINUIR R$ 2.000,00 no valor do PPR de 2018. Pois o valor do PPR que a direção do sindicato acordou com a Amvian foi de R$ 2.667,00, e não R$ 3.200,00 como eles mentiram na assembleia. E em todas as empresas de Gravataí essa direção do sindicato faz acordos para beneficiar o patrão.
 

Direção do sindicato negocia com a empresa pra receber uma bolada pra assinar esse acordo coletivo com PPR menor

O sindcato já recebe 3% do PPR de cada trabalhador da Amvian, sendo sócio ou não do sindicato.
Além disso a empresa negociou pelas costas dos trabalhadores pra receber mais R$ 40,00 por trabalhador da Amvian. Está no acordo coletivo que eles assinam em nome dos trabalhadores, mas não deixam ninguém ver.
Por que os pelegos negociaram em segredo pra receber tanto dinheiro pra fazer esse acordo??? 


E como negociam PPR onde os trabalhadores tiraram os pelegos do sindicato?

Na região de Campinas (SP), as empresas sempre querem diminuir os salários ou pagar uma parte dos salários como PPR pra não pagar impostos e direitos trabalhistas. Mas a direção do sindicato sempre luta por maiores salários.
Podemos comparar 2 empresas de autopeças: 
 Amvian (Gravataí)
 Benteler Componentes Automotivos (Campinas)
 Piso salarial
 R$ 1.293,15
 R$ 2.070,00


Somente os salários de trabalhadores numa indústria de autopeças em Campinas é muito maior do que o salário + PPR de um trabalhador em Gravataí.
Além disso só o adiantamento na 1ª parcela do PPR na Benteler foi de R$ 6 mil.
Isso porque os trabalhadores com o sindicato (ligado a Intersindical) fzeram 8 dias de greve, parando a produção da GM e outras montadoras.


Por isso que temos que nos unir para tirar esses pelegos do sindicato.
O sindicato deve ser um instrumento de luta dos trabalhadores!
Entre em contato conosco. Junte-se com a Oposição Metalúrgica! 

quarta-feira, 21 de março de 2018

GM: o fantasma da contratação por prazo determinado


Março/2018  As últimas contratações da GM estão se dando por contrato temporário de 10 meses. Então quem foi contratado no último período já entrou sabendo a data da sua demissão: no máximo, pode ser prorrogado por mais 10 meses e só. 


A GM controla o sindicato e, assim, faz o que quer com a peãozada. A direção pelega do sindicato, por sua vez, baixa as calças para a GM nos acordos e assembleias, todo mundo sabe. E assim é que nós que ficamos a "ver navios".

Como? Como em 2017, em que a atual direção do sindicato ajudou a botar na guilhotina a cabeça dos novos contratados; e também os mais antigos, que podem ser demitidos para dar lugar a contratações temporárias.


Essa modalidade de contrato é parte do plano da empresa, em que:
# Precariza ainda mais as condições de trabalho, tornando o trabalho ainda mais desumano;
# Visa reduzir salários e aumentar a rotatividade;
# Não tem garantia nenhuma de emprego;
# Não paga multa rescisória;
# Não paga aviso prévio;
# O trabalhador perde o acesso ao seguro-desemprego


Nós, trabalhadores organizados na Oposição Metalúrgica, somos totalmente contra o contrato temporário ou qualquer tipo de acordo que flexibilize direitos. Os contratos temporários devem mudar para contratos sem prazo para terminar.

Vamos dizer um basta às contratações temporárias!



Cadê a Campanha Salarial?


Ano passado, GM/Sistemistas fizeram um Acordo Coletivo para tirar dinheiro do nosso bolso. Este ano vamos produzir MUITO MAIS carros e receber MENOS DE PPR

Também não terá reajuste salarial, nem da inflação dos últimos 12 meses!

Esse golpe da GM/Sistemistas só foi possível porque a direção do sindicato assinou o Acordo Coletivo em nosso nome, enquanto os trabalhadores queriam fazer greve e o sindicato saiu negociando pelas costas.


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

TDK se omite nos casos de assédio sexual


Março/2018 Não é de hoje que as operadoras e auxiliares sofrem assédio sexual dentro da empresa, e em muitos casos até o RH é procurado, mas além de não fazerem nada contra isso, acabam deixando as operadoras em situações mais constrangedoras ainda. Esses assédios já foram cometidos por chefes, técnicos, engenheiros, mecânicos.
       

A TDK não faz nada para proibir essa violência, além de nos pagar salários miseráveis ainda incentiva o machismo fazendo de conta que não sabe desses abusos. Mas nós não vamos nos calar! A empresa deve fazer algo a respeito, protegendo a operadora e dando a ela condições seguras de trabalho.



* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

Perto/Digicon: Força Sindical entrega a cabeça dos trabalhadores para os patrões


Março/2018  Em 2016, a Perto/Digicon aumentou os descontos da alimentação e do transporte nos contracheques e nos devolveu parte disso num PPR mixuruca, que nem cobriu os valores que descontou dos salários. Em 2017, a “economia” que a empresa fez com nossos salários e PPR baixo pagou boa parte das reformas em infraestrutura, nos pisos, banheiros etc. E agora em 2018 segue aumentando as metas, nossos salários sem reajuste decente, a Reforma Trabalhista sendo implementada no chão de fábrica e a atual direção do sindicato sem fazer nada contra os patrões!

A Força Sindical, central sindical a que o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí é filiado, participou das negociações das reformas Trabalhista e da Previdência com o Governo Temer. Então nem espere que eles lutem contra a implementação das reformas, pois a pelegada já vem aceitando há tempos a retirada dos nossos direitos. Sindicato de luta defende os direitos dos trabalhadores e não dos patrões!

A Oposição Metalúrgica e os sindicatos da Intersindical são contra as reformas e a retirada de direitos!


Aumentam metas e assédio moral na Perto/Digicon


As metas estão aumentando na Perto/Digicon, provando que não está em crise! Aumentou a pressão e o assédio moral sobre os trabalhadores. As metas absurdas  provocam acidentes e o aumento de doenças físicas e mentais (estresse, depressão, ansiedade). Tudo isso sem reajuste decente de salário! Assim, terminamos esgotados do trabalho, doentes e sem poder pagar as contas.

Precisamos nos organizar com nossos colegas e lutar por aumento salarial, melhores condições de trabalho e contratação de mais trabalhadores. Para isso, precisamos um sindicato que esteja do lado dos trabalhadores. Entre em contato com a Oposição para somar sua força nessa luta!


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018

TDK: Aumento das metas e do assédio moral provoca acidente e adoece


Março/2018 "Teve uma colega que trabalhou chorando todos os dias semana passada. E o nosso chefe em cima cobrando!" (denúncia de trabalhadora)


O setor do ALU é um exemplo da associação entre aumento das metas e de acidentes. Além disso, quando a máquina fica em manutenção, quem sofre as consequências são os trabalhadores: pressionam os mecânicos para agilizar a manutenção e as operadoras a recuperar o tempo perdido no conserto.

No Radial Pequeno, muita pressão dos chefes e, no Radial Grande passaram até uma ata para irmos menos no banheiro.

No Filme, a empresa está colocando televisões enormes que controlam as metas por hora. Quando os trabalhadores não conseguem lançar a produção na hora certa ou atingir a meta, a tela fica vermelha, expondo quem trabalha naquele posto para a fábrica toda. Isso é assédio moral!

Nos Banhos, a jornada inclui domingos e feriados. Temos que ficar atentos, pois já há boatos de que a TDK quer implementar em mais setores. A direção do sindicato aceitou esse acordo com a empresa e ainda disse que foi aprovado em assembleia na porta da fábrica em 2017. Mas os pelegos nunca falaram sobre trabalhar em domingos! Se aprovaram esta jornada nos banhos pelas nossas costas, o que mais vão fazer nesse ano?

No Estoque, o ritmo aumentou, ficando insuportável no fim do mês.

Em 2017, só a TDK de Gravataí lucrou mais de R$ 500 milhões. Apenas uma parte minúscula disso volta para nossos salários. Terminamos esgotados, doentes e sem pagar as contas.

Temos que nos organizar e lutar para aumentar o salário, combater as metas, ter mais contratações e melhores condições de trabalho. Pra isso, precisamos de um sindicato que fique com os trabalhadores. Vem pra Oposição!

Jackwal decora as paredes com nosso salário


Março/2018 Tem dinheiro! Mas não tem pra pagar o que devem pra quem produz o lucro deles!

As condições de trabalho não melhoraram em nada: aqui se trabalha em locais insalubres, equipamentos e processos antigos e cheios de gambiarras pra seguir produzindo. Sem falar que nos últimos meses a empresa deixou claro que não cumpre as Leis e Normas trabalhistas quando elas são pra ajudar quem trabalha!

Ainda meteram a mão no nosso bolso pra congelar os salários porque os patrões não querem mais dar espaço pra trabalhador pedir aumento. Ainda tem a cara de pau de dizerem pra esperar pelo dissídio que os pelegos que estão no sindicato ainda dão jeito de entregar pro patrão. Como foi no último dissídio (2,01%), quando a categoria queria fazer greve e a direção pelega do sindicato amarelou e foi pro colo das empresas!

Nós, trabalhadores, deveríamos receber aumento salarial decente! Não um teto salarial que nos mantêm sempre remando de uma quinzena para outra, enquanto os patrões dão risada com o bolso cheio! Ao invés de teto salarial, queremos aumento e plano de carreira!

Pra segurar essa bronca só mesmo se organizando com os colegas mais firmes
e conversando com a Oposição pra nós tomar o sindicato pras mãos dos trabalhadores!


* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março de 2018
 

PRODUTIVIDADE é a única preocupação da Mundial!


Março/2018  A empresa pouco se importa com a saúde dos trabalhadores no chão de fábrica, quer é produzir e lucrar cada vez mais e, pra isso, faz pressão física e psicológica nos trabalhadores e nas trabalhadoras. Estamos adoecendo no chão de fábrica e nem sequer contamos com o suporte médico da empresa, que tem o plano de saúde mais caro do distrito industrial de Gravataí.
    

Além de toda a cobrança por produtividade, na saída do turno os trabalhadores têm que passar por detector de metal. Depois de um dia inteiro de trabalho, em que deixamos todo nosso esforço e nossa saúde em troca de um salário miserável, somos submetidos a detector de metal, pois a Mundial S/A tem medo de que levemos algo de dentro da empresa. Na verdade, é a empresa que embolsa grande parte do dia de trabalho de cada trabalhador.

Para avançarmos em direitos e  melhores condições de trabalho,
vamos nos organizar e lutar. Junte-se à Oposição Metalúrgica!




* Panfleto da Oposição Metalúrgica de Março/2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Não existe dia de descanso na Amvian


Março/ 2018   Já faz tempo que tem reclamações dos trabalhadores da Amvian da pressão que sofrem para fazer serão. E a empresa tem o costume de convocar os trabalhadores para fazer serão no domingo, obrigando o peão a emendar uma semana na outra sem descanso!

Não existe respeito nem pelo dia de descanso do trabalhador!

Felizmente o campeão de assédio moral da empresa já foi embora. Mas tem chefe que ainda tem essa prática.



3º turno não tem intervalo


A empresa não dá o intervalo pros trabalhadores quando fazem jornada de 6 horas.
Isso é absurdo e também é ilegal. O que está na lei já é muito pouco, e a empresa não cumpre nem isso.

O MÍNIMO que a empresa deveria fazer é um intervalo  com alimentação para os trabalhadores.

E a direção do sindicato sabe dessa situação mas só aparecem na fábrica pra fazer de conta que lutam pelos trabalhadores contra a ganância da empresa.




O QUE DIZ A CLT?
Artigo 71:
Não excedendo de 6 horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 minutos quando a duração ultrapassar 4 horas.



 

Condições de trabalho insalubres

A Oposição Metalúrgica fez uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) das condições de trabalho na Amvian e do não pagamento do adicional de insalubridade.

O Ministério Público respondeu que cabe ao Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí cobrar da empresa sobre o não pagamento do adicional de insalubridade para os trabalhadores.

A atual direção do sindicato ignorou a decisão do Ministério Público e finge que não vê o que acontece dentro da empresa.




E o salário, plano de carreira e PPR? Como vai ficar?


A empresa e a direção do sindicato fizeram propaganda ano passado em várias fábricas de Gravataí de que o PPR de 2017 na Amvian foi de R$ 4.700,00.

Mas os trabalhadores receberam no máximo R$ 2.500,00. A grande maioria recebeu um valor bem menor.

O salário deveria ser maior e o PPR deve ser no mínimo igual das Sistemistas.
 

A Amvian até hoje está enrolando pra fazer um plano de carreira. Todo ano é a mesma ladainha. A direção do sindicato faz um discurso de que é contra a empresa mas assina um acordo que é bom só pro patrão.


* Panfleto da OSM de Março/2018

8 de Março: a luta das mulheres trabalhadoras é uma luta do conjunto da classe trabalhadora




Março/2018   O mês de março não é um mês de comemorações; ele marca a luta das mulheres trabalhadoras ao longo de tantos anos no mundo inteiro. O Capital, com seus meios de comunicação, tenta esconder o significado do 8 de Março, que relembra a luta das trabalhadoras que ocuparam as fábricas; que lutaram, ombro a ombro, com os trabalhadores; foram à greve, se demonstrando tão combativas quanto os homens pelos seus direitos. Lutaram pela redução da jornada de trabalho, por melhores condições de trabalho e por direitos negados durante séculos às mulheres.

A reforma dos patrões e do governo ataca ainda mais as mulheres

A Reforma Trabalhista tem por objetivo reduzir salários, direitos e continuar com as demissões. Além disso, vai piorar as condições de trabalho:

# Os salários das trabalhadoras, que seguem inferiores aos salários dos trabalhadores e  vão  diminuir ainda mais com a terceirização;

# Mulheres grávidas poderão trabalhar em locais insalubres, colocando em risco a saúde da mãe e do seu  filho;

# Com a ampliação dos contratos temporários por até 1 ano, a estabilidade da gestante e a licença maternidade não vão ser respeitadas;

# Com a flexibilização da jornada por meio dos contratos intermitentes, as trabalhadoras vão ter que trabalhar ainda mais para conseguir levar sustento para casa.


À luta!

* Panfleto da OSM de Março/2018

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Acidentes de trabalho mataram duas vezes mais do que latrocínios em 2016 no RS




Maio/ 2017  Uma pessoa morre a cada 26,4 horas no Rio Grande do Sul em um acidente de trabalho. Este dado foi apresentado em 27 de Abril por membros do Programa Trabalho Seguro, que reúne representantes da Justiça do Trabalho, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, em evento realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT) para marcar o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho, celebrado em 28 de Abril.

De acordo com dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), ligado à Secretaria Estadual de Saúde, foram registradas, em 2016, 331 mortes por acidentes de trabalho no RS. Em 2015, foram 309 mortos. Em 2014, 393. Em 2013, 380, número também influenciado pelas 21 mortes de trabalhadores no incêndio da Boate Kiss. Para efeito de comparação, em 2016, foram registrados 164 casos de latrocínio no RS, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Isto é, para cada pessoa que morre em uma tentativa de assalto no RS, duas morrem em acidentes de trabalho. “São dados dramáticos, são trágicos”, disse desembargador do Trabalho Raul Zoratto Sanvincente, gestor do Programa Trabalho Seguro no RS.
O procurador citou como exemplo o caso de dois trabalhadores de uma empresa de recebimento de soja de São Luiz Gonzaga, no noroeste do Estado, que morreram no último domingo depois de usarem uma Taquara para desentupir um canal que liga dois silos à carga.
“É uma improvisação, uma negligência, às vezes ditada por prazos que são inexequíveis. Enfim, a improvisação é a mãe de todos os acidentes”, afirmou Sanvincente. “A precarização do trabalho é uma das principais causas de acidentes e óbitos”, afirmou Rogério Uzun Fleischmann, procurador-chefe do MPT.
Entre as vítimas, 67% são homens e 33% mulheres. Em termos de faixa etária, o maior número de mortes é registrado entre pessoas de 20 a 29 anos e 30 e 39 anos, que concentra 56,9% dos casos. Chama atenção, porém, o fato de que 0,33% dos óbitos ocorreram com pessoas de 0 a 15 anos. “É trabalho infantil. E quando há trabalho infantil, sempre é precarizado e negligenciado”, disse Sanvincente.
Os dados do CEVS também indicam que 78% das mortes ocorrem com trabalhadores urbanos, 14% na zona rural e 8% em local não identificado. Por setor, os que mais registram óbitos são, na ordem, metal-mecânico, agropecuária, saúde, construção civil, comércio, alimentação e serviços.
Além dos dados do CEVS, foram apresentados também dados referentes ao Anuário Estatístico da Previdência Social, divulgado em dezembro passado e que reúne números de 2015, e é o estudo mais comummente utilizado no país. Porém, os membros do Programa alertaram que estes dados não refletem a totalidade da realidade, visto que levam em conta apenas casos envolvendo trabalhadores com carteira assinada, que representam apenas 55% da massa trabalhadora do Brasil, segundo dados do IPEA. Por outro lado, os dados do CEVS são feitos a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema de Informações sobre Mortalidade, (SIM) e Sistema de Informações em Saúde do Trabalhador (Sist).
Pelas contas do INSS, foram registradas 146 mortes e 52.030 acidentes do trabalho no Estado em 2015 – não há dados sobre 2016 ainda -, o que coloca o Estado na terceira colocação, atrás de São Paulo e Minas Gerais, no total acidentes. Além das mortes, 834 trabalhadores ficaram incapacitados permanentemente, mais de dois por dia, no RS.
Apesar dos números alarmantes, os especialistas dizem que a realidade é ainda pior, uma vez que a subnotificação de acidentes e casos de adoecimento por trabalho ainda é grande, principalmente em situações menos graves e em que o trabalhador pode continuar na ativa – óbitos e incapacitação permanente são mais difíceis de passar batido. Virginia Dapper, do CEVS, classificou o problema da subnotificação como “gravíssimo” e alertou ainda que mesmo os médicos têm medo de assinar atestados atribuindo doenças ao trabalho.
Pelas estatísticas do INSS, houve redução no número de casos de acidentes e mortes na comparação com 2014, 60.020 e 160, respectivamente, mas os especialistas salientam que os números são influenciados pela crise econômica, que aumenta o temor de empregados de registrar doenças e acidentes, e levam em conta apenas os trabalhadores celetistas – houve redução de 1,6 milhão nos postos de trabalho formais entre os dois anos -, deixando de fora informais, sem carteira assinada e autônomos.
“Em épocas de crise, as pessoas têm mais medo de comunicar acidentes para não perder o emprego. Também escondem, quando dá para esconder, coisas que podem causar prejuízos”, afirmou Sanvincente, acrescentando ainda que uma greve de peritos do INSS, entre setembro de 2015 e janeiro de 2016, também poder ter influenciado na redução dos números.
Fleischmann afirmou que, nos últimos anos, por exemplo, foi montada uma força tarefa no judiciário do trabalho junto a frigoríficos para melhorar as condições de trabalho nesses espaços, mas que “pouquíssima coisa melhorou”. “Infelizmente, a gente não consegue enxergar grandes melhorias nas condições de trabalho no RS”, afirmou Luiz Alfredo Scienza, auditor-fiscal do Ministério do Trabalho.
Scienza acrescentou que, certa vez, em um frigorífico inspecionado foi verificado que um quarto da força de trabalho estava afastado por conta de adoecimento ou acidente de trabalho. “Isso impacta o sistema de saúde e a própria viabilidade das empresas”, disse.
Em termos nacionais, os dados do anuário da previdência apontam que foram registrados, em 2015, 612.632 acidentes de trabalho e 2.502 mortes – cerca de 7 óbitos de trabalhadores por dia -, o que representa uma queda de 14% (712.302) e 11,24% (2.819), respectivamente, ante 2014. “O trabalhador brasileiro tem o dobro de chances de morrer no trabalho do que o americano”, disse Scienza.

Terceirização e reforma trabalhista
Os representantes do Programa Trabalho Seguro também alertam que a incidência de óbitos é maior entre trabalhadores de empresas terceirizadas. Como exemplo disso, o grupo citou um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que aponta que, entre 2009 e 2015, foram registradas 449 óbitos no setor elétrico, sendo 69 de trabalhadores contratados diretamente e 380 entre terceirizados. “Terceirização é feita de forma precária, sem cuidado. A empresa que contrata a terceirização não se considera responsável. Entre os trabalhadores formais daquela empresa e os terceirizados, as condições são totalmente diversas”, disse Sanvincente.
Também presente do evento, o médico do trabalho Rogério Dornelles concordou que há maior registros de acidentes de trabalho em empresas terceirizados porque a terceirização, por natureza, já é uma forma de precarização. “A meta da terceirização é a redução de custos. O que previne acidentes de trabalho é investir em treinamento, em equipamentos adequados e respeitar a jornada de trabalho, o que tem custos. Tu não vai terceirizar para manter os mesmos custos de antes”, disse.
Eles também temem que a reforma trabalhista, aprovada na Câmara nesta quarta-feira (26), possa ter impacto negativo nesta realidade. Sanvincente cita, por exemplo, que o aumento da jornada de trabalho pode aumentar o risco de acidentes. “Uma jornada de 12 horas, ela evidentemente expõe a pessoa à fadiga e, se o trabalho é insalubre ou perigoso, o risco é exponencial. A partir da oitava hora, que é a jornada permitida na Constituição, aumenta muito o risco. Com a redução do intervalo, a mesma coisa”, afirmou.
Outro ponto citado que preocupa os representantes do grupo é a permissão para que gestantes trabalhem em locais de baixa e média insalubridade. “Pela nossa experiência, isso vai ser meio generalizado”, disse Sanvincente.
A médica Virginia diz que mesmo atualmente, quando é proibido que gestantes trabalhem em condições insalubres, já há grandes dificuldades para que isso seja implementado nas empresas. “A gente tem uma extrema dificuldade com trabalhadores que atuam em pavilhões. Eu atendo trabalhadores de indústrias de móveis, por exemplo, que é um pavilhão único, com solvente, que a gente já sabe que tem ligação com aborto. Aonde eu posso colocar essa mulher?”, questiona.

Impacto na economia
Os especialistas ainda apontaram que os acidentes de trabalho, apesar de na maioria dos casos ocorrerem por falta de investimentos em segurança, têm um grande custo para o país. Somente o impacto direto de benefícios concedidos por acidentes ou doenças de trabalho custou ao INSS quase R$ 30 bilhões entre 2013 e 2015 – R$ 8,8 bilhões, R$ 9,6 bilhões e R$ 10,2 bilhões. Isso sem calcular o custo da Justiça do Trabalho, onde foram movidas 10.115 ações relacionadas a acidentes de trabalho somente em 2016.
Scienza citou um estudo feito pelo economista e consultor em relações do Trabalho e Recursos Humanos José Pastore, em 2011, apontando que, a partir de dados de 2009, os acidentes e doenças de trabalho custavam ao menos R$ 71 bilhões para o Brasil, considerando o custo para empresas – com despesas diretamente e indiretamente relacionados – e para o governo, levando em conta benefícios acidentários, aposentadorias especiais, redução da renda das famílias, entre outros.

Prevenção
Para tentar mudar essa realidade, o MPT está criando um Comitê de Óbitos para trabalhar na prevenção de acidentes de trabalho com o objetivo de zerar as mortes no RS. Em um primeiro momento, será trabalhada a conscientização das empresas e, caso isso não dê resultado, entrará a repressão, com aplicação de multas e sanções. Ainda não há data definida para a instalação desse comitê.

Fonte: Luís Eduardo Gomes, do Site Sul 21
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