• Trabalhadores das sistemistas dizem NÃO para proposta das empresas e sindicato!
  • Quanto a gente perderia com esse acordo que sindicato tentou aprovar em assembléia?
  • Paulinho da Força pegou R$ 1 milhão pra apoiar Odebrechet contra greve
  • Firmes na greve contra o ataque aos direitos dos municipários de Cachoeirinha!
  • GM dá calote na 2ª parcela do PPR e os pelegos aceitam.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Acidentes de trabalho mataram duas vezes mais do que latrocínios em 2016 no RS




Maio/ 2017  Uma pessoa morre a cada 26,4 horas no Rio Grande do Sul em um acidente de trabalho. Este dado foi apresentado em 27 de Abril por membros do Programa Trabalho Seguro, que reúne representantes da Justiça do Trabalho, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, em evento realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT) para marcar o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho, celebrado em 28 de Abril.

De acordo com dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), ligado à Secretaria Estadual de Saúde, foram registradas, em 2016, 331 mortes por acidentes de trabalho no RS. Em 2015, foram 309 mortos. Em 2014, 393. Em 2013, 380, número também influenciado pelas 21 mortes de trabalhadores no incêndio da Boate Kiss. Para efeito de comparação, em 2016, foram registrados 164 casos de latrocínio no RS, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Isto é, para cada pessoa que morre em uma tentativa de assalto no RS, duas morrem em acidentes de trabalho. “São dados dramáticos, são trágicos”, disse desembargador do Trabalho Raul Zoratto Sanvincente, gestor do Programa Trabalho Seguro no RS.
O procurador citou como exemplo o caso de dois trabalhadores de uma empresa de recebimento de soja de São Luiz Gonzaga, no noroeste do Estado, que morreram no último domingo depois de usarem uma Taquara para desentupir um canal que liga dois silos à carga.
“É uma improvisação, uma negligência, às vezes ditada por prazos que são inexequíveis. Enfim, a improvisação é a mãe de todos os acidentes”, afirmou Sanvincente. “A precarização do trabalho é uma das principais causas de acidentes e óbitos”, afirmou Rogério Uzun Fleischmann, procurador-chefe do MPT.
Entre as vítimas, 67% são homens e 33% mulheres. Em termos de faixa etária, o maior número de mortes é registrado entre pessoas de 20 a 29 anos e 30 e 39 anos, que concentra 56,9% dos casos. Chama atenção, porém, o fato de que 0,33% dos óbitos ocorreram com pessoas de 0 a 15 anos. “É trabalho infantil. E quando há trabalho infantil, sempre é precarizado e negligenciado”, disse Sanvincente.
Os dados do CEVS também indicam que 78% das mortes ocorrem com trabalhadores urbanos, 14% na zona rural e 8% em local não identificado. Por setor, os que mais registram óbitos são, na ordem, metal-mecânico, agropecuária, saúde, construção civil, comércio, alimentação e serviços.
Além dos dados do CEVS, foram apresentados também dados referentes ao Anuário Estatístico da Previdência Social, divulgado em dezembro passado e que reúne números de 2015, e é o estudo mais comummente utilizado no país. Porém, os membros do Programa alertaram que estes dados não refletem a totalidade da realidade, visto que levam em conta apenas casos envolvendo trabalhadores com carteira assinada, que representam apenas 55% da massa trabalhadora do Brasil, segundo dados do IPEA. Por outro lado, os dados do CEVS são feitos a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema de Informações sobre Mortalidade, (SIM) e Sistema de Informações em Saúde do Trabalhador (Sist).
Pelas contas do INSS, foram registradas 146 mortes e 52.030 acidentes do trabalho no Estado em 2015 – não há dados sobre 2016 ainda -, o que coloca o Estado na terceira colocação, atrás de São Paulo e Minas Gerais, no total acidentes. Além das mortes, 834 trabalhadores ficaram incapacitados permanentemente, mais de dois por dia, no RS.
Apesar dos números alarmantes, os especialistas dizem que a realidade é ainda pior, uma vez que a subnotificação de acidentes e casos de adoecimento por trabalho ainda é grande, principalmente em situações menos graves e em que o trabalhador pode continuar na ativa – óbitos e incapacitação permanente são mais difíceis de passar batido. Virginia Dapper, do CEVS, classificou o problema da subnotificação como “gravíssimo” e alertou ainda que mesmo os médicos têm medo de assinar atestados atribuindo doenças ao trabalho.
Pelas estatísticas do INSS, houve redução no número de casos de acidentes e mortes na comparação com 2014, 60.020 e 160, respectivamente, mas os especialistas salientam que os números são influenciados pela crise econômica, que aumenta o temor de empregados de registrar doenças e acidentes, e levam em conta apenas os trabalhadores celetistas – houve redução de 1,6 milhão nos postos de trabalho formais entre os dois anos -, deixando de fora informais, sem carteira assinada e autônomos.
“Em épocas de crise, as pessoas têm mais medo de comunicar acidentes para não perder o emprego. Também escondem, quando dá para esconder, coisas que podem causar prejuízos”, afirmou Sanvincente, acrescentando ainda que uma greve de peritos do INSS, entre setembro de 2015 e janeiro de 2016, também poder ter influenciado na redução dos números.
Fleischmann afirmou que, nos últimos anos, por exemplo, foi montada uma força tarefa no judiciário do trabalho junto a frigoríficos para melhorar as condições de trabalho nesses espaços, mas que “pouquíssima coisa melhorou”. “Infelizmente, a gente não consegue enxergar grandes melhorias nas condições de trabalho no RS”, afirmou Luiz Alfredo Scienza, auditor-fiscal do Ministério do Trabalho.
Scienza acrescentou que, certa vez, em um frigorífico inspecionado foi verificado que um quarto da força de trabalho estava afastado por conta de adoecimento ou acidente de trabalho. “Isso impacta o sistema de saúde e a própria viabilidade das empresas”, disse.
Em termos nacionais, os dados do anuário da previdência apontam que foram registrados, em 2015, 612.632 acidentes de trabalho e 2.502 mortes – cerca de 7 óbitos de trabalhadores por dia -, o que representa uma queda de 14% (712.302) e 11,24% (2.819), respectivamente, ante 2014. “O trabalhador brasileiro tem o dobro de chances de morrer no trabalho do que o americano”, disse Scienza.

Terceirização e reforma trabalhista
Os representantes do Programa Trabalho Seguro também alertam que a incidência de óbitos é maior entre trabalhadores de empresas terceirizadas. Como exemplo disso, o grupo citou um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que aponta que, entre 2009 e 2015, foram registradas 449 óbitos no setor elétrico, sendo 69 de trabalhadores contratados diretamente e 380 entre terceirizados. “Terceirização é feita de forma precária, sem cuidado. A empresa que contrata a terceirização não se considera responsável. Entre os trabalhadores formais daquela empresa e os terceirizados, as condições são totalmente diversas”, disse Sanvincente.
Também presente do evento, o médico do trabalho Rogério Dornelles concordou que há maior registros de acidentes de trabalho em empresas terceirizados porque a terceirização, por natureza, já é uma forma de precarização. “A meta da terceirização é a redução de custos. O que previne acidentes de trabalho é investir em treinamento, em equipamentos adequados e respeitar a jornada de trabalho, o que tem custos. Tu não vai terceirizar para manter os mesmos custos de antes”, disse.
Eles também temem que a reforma trabalhista, aprovada na Câmara nesta quarta-feira (26), possa ter impacto negativo nesta realidade. Sanvincente cita, por exemplo, que o aumento da jornada de trabalho pode aumentar o risco de acidentes. “Uma jornada de 12 horas, ela evidentemente expõe a pessoa à fadiga e, se o trabalho é insalubre ou perigoso, o risco é exponencial. A partir da oitava hora, que é a jornada permitida na Constituição, aumenta muito o risco. Com a redução do intervalo, a mesma coisa”, afirmou.
Outro ponto citado que preocupa os representantes do grupo é a permissão para que gestantes trabalhem em locais de baixa e média insalubridade. “Pela nossa experiência, isso vai ser meio generalizado”, disse Sanvincente.
A médica Virginia diz que mesmo atualmente, quando é proibido que gestantes trabalhem em condições insalubres, já há grandes dificuldades para que isso seja implementado nas empresas. “A gente tem uma extrema dificuldade com trabalhadores que atuam em pavilhões. Eu atendo trabalhadores de indústrias de móveis, por exemplo, que é um pavilhão único, com solvente, que a gente já sabe que tem ligação com aborto. Aonde eu posso colocar essa mulher?”, questiona.

Impacto na economia
Os especialistas ainda apontaram que os acidentes de trabalho, apesar de na maioria dos casos ocorrerem por falta de investimentos em segurança, têm um grande custo para o país. Somente o impacto direto de benefícios concedidos por acidentes ou doenças de trabalho custou ao INSS quase R$ 30 bilhões entre 2013 e 2015 – R$ 8,8 bilhões, R$ 9,6 bilhões e R$ 10,2 bilhões. Isso sem calcular o custo da Justiça do Trabalho, onde foram movidas 10.115 ações relacionadas a acidentes de trabalho somente em 2016.
Scienza citou um estudo feito pelo economista e consultor em relações do Trabalho e Recursos Humanos José Pastore, em 2011, apontando que, a partir de dados de 2009, os acidentes e doenças de trabalho custavam ao menos R$ 71 bilhões para o Brasil, considerando o custo para empresas – com despesas diretamente e indiretamente relacionados – e para o governo, levando em conta benefícios acidentários, aposentadorias especiais, redução da renda das famílias, entre outros.

Prevenção
Para tentar mudar essa realidade, o MPT está criando um Comitê de Óbitos para trabalhar na prevenção de acidentes de trabalho com o objetivo de zerar as mortes no RS. Em um primeiro momento, será trabalhada a conscientização das empresas e, caso isso não dê resultado, entrará a repressão, com aplicação de multas e sanções. Ainda não há data definida para a instalação desse comitê.

Fonte: Luís Eduardo Gomes, do Site Sul 21

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Trabalhadores das sistemistas dizem NÃO para proposta da direção do sindicato e das empresas

Na última 5ª feira, 20 de abril, a direção do sindicato fez assembleia no CIAG para fazer os trabalhadores aceitarem uma proposta absurda de diminuir os salários.
A primeira manobra da direção do sindicato foi dividir os trabalhadores da GM dos trabalhadores das sistemistas em assembleias separadas pra ficar mais fácil aprovar o acordo que em 3 anos vai acabar com o abono e não vai repor nem a inflação.
Mas como disse um colega nosso de uma sistemista: “A gente vive é com o salário não com o PPR! Vamos perder muito dinheiro se não tiver nem o reajuste da inflação!”
Essa manobra e as mentiras da direção do sindicato de que o setor automotivo está em crise, e que essa proposta das empresas era “razoável” não colou para os trabalhadores, que ficaram indignados e não se deixaram enganar por esse blá, blá, blá.
Na votação os trabalhadores foram firmes e disseram NÃO pra esse roubo. Os pelegos da direção do sindicato, tentaram intimidar pra enfiar goela abaixo a proposta, dividindo de um lado os que aceitavam a proposta e do outro os que não aceitavam. Isso é um absurdo, pois é uma forma de entregar pra chefia quem não aceita a proposta.
Também não adiantou! Do lado dos que aceitaram ficaram apenas alguns colegas da Continental porque estavam na frente da empresa, na vista da chefia. E do outro lado a grande maioria dos trabalhadores que começaram a vaiar e xingar a direção do sindicato.
Mesmo assim, a pelegada tentou nos intimidar mais uma vez, falando que não iam mais tentar negociar e que ou a gente aceitava a proposta ou teríamos que fazer greve, e que isso não seria bom, pois teria demissões.
Ficou na cara de novo que a direção do sindicato está do lado das empresas e não do nosso lado.



Por isso, nós metalúrgicos da Oposição estamos junto com os colegas que rejeitaram essa proposta. Entendemos que o papel do sindicato é lutar com os trabalhadores para aumentar os salários e melhorar as condições de trabalho, e não ameaçar com demissão os que querem lutar.
A situação dos trabalhadores só vai mudar quando tirarmos esses pelegos da direção do sindicato e colocar o sindicato nas mãos dos trabalhadores.
Pra isso precisamos nos organizar. Entre em contato com a Oposição!



Sistemistas: Quanto a gente perderia com esse acordo que a direção do sindicato quer nos empurrar

Fizemos as contas de quanto a gente perderia com essa proposta que foi rejeitada por nós trabalhadores.
Na tabela abaixo foi somado o PPR + abono, e foi diminuído a perda salarial se não tivermos o reajuste da inflação. Veja como eles querem tirar nosso dinheiro:

Um trabalhador que ganha R$ 2.100 de salário bruto (sem os descontos) perderia esse mês R$ 96,00 no salário, ao final de 1 ano perderia aproximadamente R$ 1.152,00. Isso sem contar a inflação desse mês em diante, e que a partir de 2019 não teria mais abono.
E isso de fazer acordo pra 3 anos, é um golpe pra impedir que a gente possa negociar acordos melhores nos próximos anos.
O resultado é que mesmo o PPR aumentando a gente estaria ganhando menos do que a gente ganhava há 3 anos atrás.

O reajuste da inflação deveria ser a cada mês! Pois as contas a gente paga a cada mês. Estamos trabalhando por 3 ou 4 e estamos recebendo só 1 salário miserável.
O faturamento da GM e das Sistemistas hoje é o mesmo de quando vendiam 330 mil carros, poderiam dobrar nossos salários que ainda assim os lucros seriam gigantescos.
Não podemos esquecer que nós produzimos 66% dos carros da Chevrolet em Gravataí. E o ônix é o carro mais vendido e o prisma é o sedã mais vendido do Brasil.


O SINDICATO DEVE ESTAR

NAS MÃOS DOS TRABALHADORES

Entra ano e sai ano e a gente vê sempre a mesma coisa, a direção do sindicato fazendo acordos retirando nossos direitos, ajudando as empresas a tirar dinheiro do nosso bolso! Eles dizem que retiram direitos nossos pra evitar que tenha demissão, mas é tudo MENTIRA, pois as demissões não param e o ritmo da linha de montagem só aumenta.
A Oposição Metalúrgica é formada por trabalhadores do chão de fábrica que estão se juntando e se organizando para tirar esses baba-ovo das empresas que hoje estão no sindicato.
Não tem outro jeito, enquanto esses pelegos estiverem na direção do sindicato sempre vão fazer acordos que prejudicam o peão e beneficia o patrão.
Converse com seus colegas e venha ajudar a Oposição Metalúrgica a mudar essa situação. Unidos somos fortes e podemos fazer a diferença!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

GM e Força Sindical fazem acordo para diminuir salários e PPR e retirar direitos

SALÁRIOS
A GM deu mais um golpe nos trabalhadores com a ajuda dos pelegos que estão na direção do sindicato.
Esse ano além de não ter aumento no salário vai ter uma diminuição. Pois não vão repor nem a inflação dos últimos 12 meses, e com isso vão ser 2 anos de salário diminuindo, já que o último reajuste foi em 2016 e o próximo será só em 2018.
Só com a inflação dos últimos meses vamos perder aproximadamente R$ 96 por mês. Sem contar o que vamos perder até o ano que vem. Ou seja, vamos deixar de receber um total R$ 1.152 (R$ 96 x 12 meses) esse ano, que seria nosso direito para repor a inflação, pois os preços do mercado não ficam congelados por 1 ano!

PPR E ABONO
A direção do sindicato concordou com a retirada do abono, que em 2016 foi de R$ 3.782,45.
Quebra-Mola e Edson estão escondendo esse roubo dos nossos bolsos dizendo que vai aumentar muito o dinheiro que vamos pegar. Isso é uma MENTIRA! Pois com a retirada do abono, vamos receber quase a mesma coisa que recebemos ano passado com um PPR de R$ 7.217,55.
E em 2019 não vamos receber nada de abono.
O total que vamos receber foi calculado somando PPR + Abono - Perda salarial da inflação.

E isso sem contar a inflação daqui até o ano que vem! Ou seja, a perda salarial será maior ainda do que está na tabela.

RETIRADA DE DIREITOS
- Retirada da progressão salarial a cada 6 meses. Vai ser a cada 11 meses.
- Reposição da inflação: não vamos receber nem o reajuste da inflação que teve nos últimos 12 meses e vamos ficar mais um ano sem receber reajuste no salário.
- Retirada do abono: esse ano o abono deveria ser de mais de R$ 4.000,00

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Por apoio à Odebrecht em greve, Paulinho da Força pegou R$ 1 milhão

Delatores apontaram que líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade recebeu o valor em duas parcelas

De Estadão

















Paulinho da Força. Foto: Nilton Fukuda/Estadão.

     O ministro do STF Edson Fachin determinou a abertura de inquérito contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, por ter recebido R$ 1 milhão em recursos não contabilizados da Odebrecht nas eleições de 2014. O líder da Força Sindical, que tinha o codinome ‘Forte’ na planilha da propina da empreiteira, teria recebido o pagamento por apoio à Odebrecht em função da greve ocorrida na Embraport, em Santos, e da invasão à sede do grupo empresarial em 2013.
     Os delatores Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, apontado como o líder do Departamento da Propina da empreiteira, identificaram o repasse de R$ 1 milhão, feito em duas parcelas, pelo setor de Operações Estruturadas do Grupo.
     Em 2013, estivadores e operários portuários fizeram uma série de protestos contra a MP dos Portos, que pretendia ampliar investimentos e modernizar o setor no País. Na época, a Empresa Brasileira de Terminais Portuário (Embraport), que pertence à Odebrecht TransPort, foi um dos alvos dos trabalhadores, que chegaram a invadir um navio chinês que estava atracado no terminal em Santos (SP).
     Para a Procuradoria-Geral da República, há indícios de que os recursos foram proveniente de propina e por isso há a suspeita de corrupção passiva por parte do deputado e presidente nacional do Solidariedade.

Fonte: Estadão.com.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

GM fatura 9,2 bilhões de reais e quer pagar mixaria de salário e PPR


Os líderes tão vindo de novo com o papo furado de “crise”no setor automobilístico, só que eles esquecem de dizer que o CIAG é a mina de ouro da GM e Sistemistas!
Em 2016 a Chevrolet foi a marca mais vendida do Brasil de novo. Também foi a que mais faturou: 17,4 bilhões de reais em vendas. Só a venda de ônix e prisma deu 9,2 bilhões de reais. Em nenhum outro lugar do Brasil os trabalhadores ganham tão pouco pra produzir tanto carro e a GM não quer nem pagar a inflação dos próximos 3 anos, e quer mudar a progressão salarial de cada 6 meses, para cada 11 meses! Absurdo!

Como podemos ver na tabela, é verdade que a produção e venda de carros diminuiu. Mas o que a empresa e a direção do sindicato ESCONDEM DA GENTE é que não existe essa crise do setor automobilístico, pois para compensar a diminuição das vendas, a GM e Sistemistas tiram o nosso couro, fazendo cada um de nós produzir quase o dobro de carros e mais do dobro de valor que produzíamos em 2013 e ainda paga os salários e PPR mais baixos.
Em 2013 cada trabalhador produziu quase 3 milhões de reais. Em 2016 cada trabalhador produziu quase 6 milhões de reais. Mas mesmo produzindo mais que o dobro de valor, o salário e o PPR não aumentaram, pelo contrário diminuiu!!! Como isso é possível!!??



Pelegos ajudam GM e Sistemistas a esconder a verdade!



A GM fez um milagre, vender menos carros e aumentar os lucros. Pra isso conta com os pelegos que estão na direção do sindicato, que tão sempre com aquele papinho de crise, que só serve pra ajudar a GM a aumentar seus lucros, enquanto nós ganhamos menos ou ainda perdemos o emprego. Todo ano é a mesma coisa, a GM ameaça tirar direitos, a direção do sindicato aceita a retirada de alguns e diz que foi uma grande conquista!!
Quem não se lembra que o Quebra-Mola e o Edson disseram que se aceitássemos o lay off não teria demissão do 3º turno porque depois o 2º turno ou o 1º iam sair de lay off? Quem não se lembra que eles disseram que se aceitássemos aumentar o tempo pra chegar no teto de 5 anos para 10 anos não teria demissões? E o que aconteceu?? Demissão em massa!



Como mudar essa situação?

Em São José dos Campos o PPR do ano passado foi de R$ 16.459,00 para produzir 53.000 veículos. Em Gravataí foi de R$ 10.700 para produzir 235.000 veículos.
O salário de operador de produção mais alto da GM daqui, é menor do que o salário inicial de um trabalhador de montadora na região de Campinas. Sem contar que o que um trabalhador recebe somente de salário é mais do que recebemos somando o salário no teto e o PPR!
Não existe conquista sem luta. A Oposição Metalúrgica é formada por trabalhadores que estão no chão de fábrica e querem mudar essa situação. Vamos nos juntar na Oposição e lutar contra os patrões. Pra isso o sindicato não pode estar a favor do patrão. O sindicato deve ser dos trabalhadores, para dizer as verdades que os patrões querem esconder e ser uma ferramenta de luta. Entre em contato com a Oposição!

Força Sindical faz acordo que retira direitos dos trabalhadores da GM de São Caetano

25/02/2017

"Ficou acertado que em 2018 não haverá reajuste pelo índice da inflação, mas será pago um abono de R$ 4 mil, que não será incorporado aos salários. Para este ano já estava acertado 70% de repasse da inflação e abono de R$ 3 mil.
Novos contratados terão direito a estabilidade de emprego apenas por um ano caso adquiram doenças profissionais. (...)
O porcentual de adicional noturno, atualmente de 30%, será reduzido gradualmente até 2020, quando passará a ser de 20%. Para novos funcionários, já valerá o índice menor.  (...)
Outro acerto foi em relação ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), estabelecido em R$ 12 mil para este ano caso seja atingida 100% da meta de produção, ainda a ser definida. “A proposta foi aprovada quase por unanimidade”, informou Nunes. (...)
O sindicalista disse que a montadora não deu detalhes sobre o novo investimento, mas informou que a fábrica passará por ampla reforma. “Será uma nova fábrica dentro da atual para receber a nova linha de produtos.” Hoje, a planta produz os modelos Cobalt, Spin, Montana e uma versão do Ônix, automóvel mais vendido no mercado.
A fábrica de São Caetano emprega cerca de 9 mil trabalhadores, mas o acordo vale apenas para os cerca de 6 mil operários da produção."

(Fonte: Trechos copiados do jornal O Estado de São Paulo: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apos-acordo-que-reduz-direitos-gm-garante-investimento-no-abc,70001679265 )

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Firmes na greve contra o ataque aos direitos dos municipários de Cachoeirinha

Abril/ 2017 A Oposição Metalúrgica de Gravataí (OSM) está junto nesta luta, que é do conjunto da nossa classe trabalhadora. O corte de direitos e o arrocho dos salários é uma realidade de professores, funcionários da Saúde, metalúrgicos e tantas outras categorias. Os patrões nos atacam como classe, e somente juntos teremos forças para derrotá-los!

Todo apoio à greve dos trabalhadores municipários de Cachoeirinha!


Abaixo à repressão do governo Miki Breier!




A seguir, divulgamos nota da Intersindical em solidariedade à greve dos municipários. A Oposição Metalúrgica assina embaixo!

Desde o dia 6 de março os municipários de Cachoeirinha/RS estão em greve contra o pacotaço de retirada de direitos imposto pelo atual prefeito Miki Breier/PSB.
O Estado e seus governos, representando o interesse dos patrões, vêm atacando os direitos dos trabalhadores com o objetivo de aumentar ainda mais os fundos públicos destinados às empresas privadas para ampliar os lucros dos capitalistas.
Redução e parcelamento de salários, redução do vale-alimentação, destruição dos planos de carreira e da Previdência, e piorando os serviços públicos básicos como educação e saúde públicas são algumas das medidas adotadas pelos governos.
Assim é o pacotaço de Miki, a exemplo do pacotaço de Sartori/PMDB governador do estado que estão juntos com o governo Temer/PMDB que tenta impor um ataque ao conjunto da classe trabalhadora com o desmonte da Previdência, o fim dos direitos trabalhistas e a liberação geral da terceirização.
Contra esses ataques os municipários organizados com o Sindicato foram à luta, para manter os direitos, estão firmes na GREVE.
O braço armado do Estado para tentar impedir a continuidade da luta investe contra os trabalhadores: a Brigada Militar atacou os servidores municipais a mando do prefeito Miki e do presidente da Câmara dos Vereadores Marco Barbosa/PSB. Com o apoio da mídia, o governo Miki vem tentando criminalizar o movimento grevista, chamando de "diálogo" o que ocorreu no último 30 de março, quando o braço armado do Estado feriu dezenas de trabalhadores com spray de pimenta, gás lacrimogêneo, bombas, cães e balas de borracha à queima-roupa, repetindo a operação policial do dia 24 de fevereiro, data da aprovação do pacote.
A força dos mais de 30 dias da greve dos municipários de Cachoeirinha é a resposta a tentativa do governo de acabar com a luta que segue em defesa dos direitos e a Intersindical –Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora está junto nessa luta que é do conjunto de nossa classe.

POR NENHUM DIREITO A MENOS E AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS, SEGUIMOS FIRMES!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Os patrões e os governos atacam a classe trabalhadora, aumentando a exploração e a opressão contra as mulheres trabalhadoras

Os patrões e os governos avançam contra direitos da classe trabalhadora, e no Brasil não é diferente. O governo Temer/PMDB acelera os ataques aos nossos direitos e as mulheres trabalhadoras serão mais atacadas. Se a proposta do governo passar, os direitos garantidos nas leis trabalhistas e nos Acordos Coletivos vão acabar.

Veja alguns exemplos de direitos que irão para o ralo pela proposta dos patrões e dos governos:

- A contratação temporária poderá ser de 1 ANO, o que significa receber menos e não ter nenhum direito garantido: por exemplo, se a trabalhadora engravidar e estiver em contrato temporário, não terá direito à estabilidade de gestante. Se uma trabalhadora/o sofrer acidente e for afastada/o, quando retornar poderá ser demitida/o. Não terá direito a 13º, férias, NADA.

- A idade de homens e mulheres para aposentadoria será igualada: nós mulheres NÃO TEMOS as mesmas condições de conseguir um emprego e permanecer no emprego que os homens. Nós ficamos muito mais tempo procurando emprego, por haver menos vagas para mulheres, e muitas de nós se obrigam a fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada (trabalhar como diaristas, babás etc.). Além disso, também somos obrigadas a nos afastarmos do emprego para cuidar dos filhos pequenos ou dos idosos e doentes, pois para a sociedade machista isto é tarefa das mulheres. Além da dupla jornada por causa do trabalho doméstico. Por isso existe a diferença de idade para mulheres, para nós não é um privilégio, mas um reconhecimento de que as condições para trabalhar são muito piores.


A Oposição está junto com a Intersindical na defesa dos direitos das mulheres

O PAPEL DO SINDICATO É DEFENDER OS TRABALHADORES E NÃO OS PATRÕES. Em outros lugares onde o sindicato pertence a Intersindical conseguimos muitos avanços pros trabalhadores, melhores salários, eliminação do trabalho aos sábados, estabilidade de emprego para lesionados por doenças do trabalho, além de muitas conquistas para nós mulheres.
Em Campinas, Santos e região no Estado de São Paulo, as trabalhadoras metalúrgicas tem direito a 180 dias (6 meses) de Licença Maternidade, podendo solicitar mais 16 dias de licença remunerada após esse período, e quando retornam ao trabalho tem garantido mais 10 meses de estabilidade, além de 2 horas por dia pra amamentação durante 6 meses.
Aqui em Gravataí a realidade é bem diferente, a atual diretoria do sindicato, que pertence à Força Sindical, já demonstrou que só tem compromisso com as empresas, e é por isso que os acordos coletivos de Gravataí não garantem nada mais do que o que já está na CLT, além disso, a Força Sindical está apoiando as propostas de retirada de direitos feitas pelo governo Temer.

Queremos mudar essa realidade

Nós mulheres trabalhadoras não somos inferiores, trabalhamos com dignidade e por isso merecemos respeito. Exigimos melhores condições de trabalho e melhores salários para todos os trabalhadores, tanto homens quanto mulheres, queremos acabar com o machismo e seus privilégios! E para que isso aconteça temos que lutar juntos contra a retirada dos nossos direitos e por novas conquistas.
Venha construir a Oposição Metalúrgica! Juntos teremos mais força para lutar!

Não nos bastam presentes e elogios no dia 8 de março, queremos respeito e salário digno o ano todo!



Nós trabalhadores enfrentamos cotidianamente muitos problemas em nossos locais de trabalho. Mas existem mais dificuldades para as mulheres trabalhadoras, os salários são menores para as mesmas funções, as cobranças e a pressão são maiores e ainda tem o assédio sexual.
Para os patrões exploração e discriminação de nós mulheres são uma combinação perfeita para aumentar os lucros, pois o problema não é apenas o tratamento desigual para homens e mulheres, mas reconhecer que as condições de trabalho são muito desiguais, pois nós além de trabalharmos tanto quanto ou mais que os homens, ainda temos outra jornada de trabalho quando chegamos em casa: o trabalho doméstico.
Mas como isso pode ser bom para os patrões aumentarem a exploração? Como as mulheres fazem o trabalho doméstico (limpar, lavar, passar, cozinhar, cuidar da família) de graça, isso permite aos patrões pagar um salário menor tanto para os homens como para as mulheres, já que eles não precisarão pagar alguém para fazer este trabalho doméstico. Além disso, é comum as tarefas de limpeza da fábrica também sobrarem para as mulheres!

Discriminação e diferença salarial entre homens e mulheres

Quase todas as empresas falam em seus códigos de ética que não podem fazer discriminação de gênero (entre homens e mulheres) e é garantido por lei que as mulheres tenham os mesmos direitos que homens. Mas nós sabemos que a realidade é bem diferente. Existe uma grande diferença de salário entre homens e mulheres, segundo o IBGE, no Brasil as mulheres recebem 30% A MENOS que os homens. A pesquisa também revela que as MULHERES TRABALHAM MAIS HORAS que os homens nos setores que pagam os salários mais baixos. 
Na maioria das empresas de Gravataí não existe plano de carreira para os trabalhadores, e nas poucas empresas que tem quase não contratam mulheres, mesmo as mulheres com maior escolaridade que os homens. Na fábrica somos tratadas como inferiores pelos chefes, na maioria das vezes quando querem falar sobre algum problema na produção, que diz respeito ao nosso posto de trabalho, procuram o homem mais próximo e evitam falar sobre assuntos mais importantes com as mulheres, como se não tivéssemos responsabilidade e condições de compreender.


Sofremos a violência machista em casa, na rua e no trabalho

São inúmeros os casos de assedio sexual e de violência física que sofremos. A grande maioria deles nem são registrados, pois são praticados em casa ou no espaço de trabalho, e todas nós sabemos que denunciar alguém por assedio sexual não é uma coisa fácil, sempre vai ter alguma forma de repressão e constrangimento. A oposição também serve para fazermos essas denuncias e para lutarmos contra todas as formas de violência.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

TDK: sem prêmio, insalubridade, plano de carreira e salários baixíssimos

Lucros de milhões e prêmio zero!

As metas aumentaram em muitos setores: estamos produzindo mais e mesmo atingindo as metas o prêmio de produção de alguns setores está caindo a níveis inaceitáveis.
O prêmio muda pra cima e pra baixo conforme a vontade da empresa, esse mês chegando até zero em alguns setores!
Por mais que a gente sue para atingir as metas e atingimos elas, o prêmio é cada vez mais baixo. A gente conta com o prêmio todo mês para ajudar nas contas, e quando chega o contra-cheque é aquele susto!
O que já não conseguem mais esconder é que esse prêmio é uma falcatrua: o que temos direito afinal é um salário decente, que dê conta das nossas necessidades e contas do mês. Se nos pagassem um salário digno, não precisaríamos ficar correndo atrás do prêmio como o coelho atrás da cenoura, sendo que quanto mais atingimos a meta mais as metas sobem.
O Prêmio eficiência deveria ser incorporado ao nosso salário mensal, como parte fixa, e não ficar variando conforme a vontade da empresa!


Segue a luta para receber insalubridade na TDK

Diversos setores da empresa têm direito a receber insalubridade e não recebem.
Estamos recebendo cada vez mais denúncias via email e whatsapp da Oposição Metalúrgica sobre postos de trabalho insalubres na TDK, que não paga insalubridade.
São postos de trabalho com muito ruído, problemas de ergonomia, uso de resinas tóxicas, poeiras químicas, temperatura elevada, etc. De acordo com a Norma Regulamentadora n*15, teríamos o direito de receber de 20% até 40% de insalubridade, dependendo do setor.
Nas últimas chuvas desse verão, setores ficaram completamente alagados inclusive com cabos elétricos dentro da água, e quem pagou o pato foram os trabalhadores da TDK e terceirizados da limpeza, aguentando desvio de função, excesso de horas de trabalho como no caso das trabalhadoras da limpeza que chegaram a ficar 12 horas limpando direto, além do risco de máquinas ligadas dentro d’água. Não temos que baixar a cabeça diante desses abusos que acabam colocando em risco a nossa própria vida!

Mande suas denúncias por email ou whats da Oposição, converse com seus colegas, vamos nos organizar enquanto trabalhadores para fazer a luta para receber a insalubridade que é nosso direito!


Plano de Carreira para operadoras e mecânicos

TDK tem mecânicos e operadoras que trabalham há anos sem aumento.
Passamos a maior parte das nossas vidas aqui dentro da empresa e nosso trabalho não é valorizado. Mesmo trabalhadores que atingem todas as metas, não faltam ao trabalho, trabalham há anos na empresa, nunca recebem aumento.
As operadoras têm apenas um único aumento ridículo de apenas 20 centavos na hora depois de 2 anos, o que não dá pra pagar um almoço por mês para uma família. Já os mecânicos, que em outros tempos já tiveram negociações individuais com a chefia para conseguir aumento, hoje a maioria está absolutamente sem aumento há anos, e em muitos casos mais sobrecarregados de trabalho!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Amvian: A sacanagem no acordo do PPR...


A direção da Amvian e o Quebra-Mola fizeram uma jogada inteligente pra pagar um PPR baixo pros trabalhadores. Decidiram uma meta que não caberia nos estoques da empresa se fosse batida todos os dias. Será que foi erro de cálculo da Amvian e do Quebra-Mola? NÃO! Pois sem atingir a meta dá pra manter o estoque cheio, fornecer peças pra Adient e assim pagar 50% do valor do PPR da produção!

Como Amvian e Quebra-Mola conseguiram enrolar os trabalhadores?

   1º: A Amvian deveria pagar o mesmo PPR que as Sistemistas (que foi de R$ 3.152,61). Mas mesmo esse valor é muito baixo por causa dos acordos do Quebra-Peão com os patrões. Em outras cidades é bem maior.
   2º: Negociaram uma meta muito maior do que a empresa precisa, pra que não seja alcançada e pra que a empresa não pague 100% do valor do PPR. Eles publicaram no jornal do Sindicato que o valor era R$ 2.700,00, mas no acordo ficou em R$ 2.400,00 e o que vai ser pago vai ser bem menos do que isso!
   3º: Negociaram que se atingisse 90% da produção pagariam 100% do valor e que se atingisse 85% da meta pagariam 50% do valor. Que conta absurda é essa? Será que a direção da Amvian e o Quebra-Mola não sabem fazer conta!? Nem no Complexo da GM funciona assim.
   4º: Estamos fazendo peças pra GM de São Paulo também.
   5º: Quebra-Mola “esqueceu” de colocar no acordo do PPR que as paradas pra manutenção ou outros problemas que não são culpa do peão não devem ser descontadas dos trabalhadores. Acho que ele não se lembra o que é trabalhar no chão de fábrica. Pois trabalhamos, e muito, enquanto as máquinas funcionam.

Como não atingimos as metas se nunca faltou peças pra Adient e GM e ainda tem no estoque!?
Já é um absurdo ter PPR por metas! E além disso esse valor deveria ser pago como salário, mas a empresa prefere pagar como PPR, pra não pagar impostos trabalhistas, assim diminui também nosso valor de aposentadoria, auxílio-saúde, 13º e férias!
O Quebra-Mola faz aquele teatrinho de que não se dá bem com o Cristiano, mas entre quatro paredes fazem acordos pra nos ferrar e beneficiar a empresa!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Jackwal

      Terminamos o ano passado sendo vigiados de perto por gerentes e patrões de olho grande! Olho nos minutos finais do turno pra cobrar a produção, mas não piscam o olho pra descontar R$ 60,00 por atraso de segundos ou faltas. Não te engana com esse papo de crise porque eles adiantaram a festa de encerramento e foram viajar com os lucros que tiraram do nosso trabalho e quantos de nós tiveram que ficar em casa ainda se recuperando de um PROPART de 8%! E na próxima parcela do PROPART? Seguimos sem informação oficial nem dos pelegos que estão no sindicato nem da empresa.
A empresa vem demitindo na base do conta-gota pra não chamar a atenção, mas sabemos bem pra quem fica o serviço dos que saíram. Pra nós! Se antes eram 4 numa célula, agora é um ou dois. Máquina nova que veio só pra dobrar a produção de um único trabalhador. Só fez aumentar uma prática antiga da Jacwal de deslocar trabalhadores pra funções que não são suas. Isso tem nome, chama-se DESVIO DE FUNÇÃO! Cada posto de trabalho tem que ter o registro na carteira de trabalho, treinamento, epi’s adequados. O que fazem com nós é nos arrastar de um lado pra outro das fabricas sem preparo e sem as condições adequadas pra executar aquela função. Sem falar que em varias dessas mudanças de posto deveria ter também AUMENTO SALARIAL!
Nessa bagunça que a Jackwal promove com os pelegos do sindicato se fazendo de louco pra não ver vão nos tirando direitos como a insalubridade! Não faz muito retiraram a insalubridade de setores inteiros com a desculpa de incorporar ao salário. Isso não existe! Insalubridade tem que ser paga, e vai contar inclusive no tempo de aposentadoria. Problemas como, ruído, poeira, temperatura, ergonomia, etc, tem uma porcentagem de 10 a 40% que tem de ser paga com base no salário mínimo. Onde esta o sindicato para cobrar uma nova vistoria nos setores e estabelecer essas medidas? Pra empresa esta tudo bem que a cada 10 que trabalham num local insalubre apenas um ou dois sejam demitidos e depois processem a empresa (quem processa ganha! porque será?). Já esses 8 que ficaram seguem sofrendo as conseqüências, sendo contaminados, ficando surdos, quebrando o próprio corpo pra empresa lucrar mais!
Tudo isso só acontece porque quem deveria estar por nós não esta! Essa diretoria do sindicato a muito esta fechada com a empresa. A única forma de nos defender é nos organizando, denunciando pra Oposição Sindical Metalúrgica os problemas que encontramos todos os dias na nossa jornada. Não podemos nos iludir ou nos deixar abater pelo terrorismo que eles fazem porque só vamos ser fortes se estivermos atentos e organizados pra retomar o sindicato para a mão dos trabalhadores! A Oposição é nossa, e funciona como uma ferramenta de resistência a esses ataques que empresas e pelegos fazem contra nós!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Na Pelzer não existe descanso para os trabalhadores

Os trabalhadores da Pelzer continuam trabalhando em dias e horários totalmente diferentes dos demais trabalhadores do Complexo, trabalhando todos os sábados e também com muita freqüência nos domingos. Pra obrigar os trabalhadores a fazer cerão a Pelzer não dá aumento pra ninguém e faz muita pressão com a chefia, com a ameaça de que “se não quer trabalhar aqui, tem quem quiera...”

E pra piorar trabalham no domingo sem ter folga durante a semana! A empresa trata seus funcionários como bichos! Pros patrões é sempre assim, quem tem família é a chefia, peão não tem família, eles devem achar que peão é filho de chocadeira!

Os pelegos que estão na direção do sindicato sempre dizem por aí que no Complexo só se trabalha 40 horas semanais. Será que esses pelegos não sabem que existe o sábado produtivo e que é obrigatório. Eles fingem que não estão vendo que na Pelzer se trabalha muito mais do que nas outras empresas do Complexo.

Os trabalhadores da Pelzer e outras empresas querem saber onde estão essas 40 horas semanais, porque estão trabalhando 50 horas!
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